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(31/01/10) SOBRE AS ARTICULAÇÕES |
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Escrito por Marcelo Perez
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Dom, 31 de Janeiro de 2010 22:39 |
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Muitos amigos nos perguntam sobre a articulação do MINC, essa história toda de delegados e representações em Brasília. Olha, temos dito por aí, que estamos fora por agora. Resolvemos dar um tempo em toda essa articulação estadual, regional e nacional. Voltamos para o nosso umbigo. Estamos completando cinco anos e pode até parecer que não é muito tempo, mas sabemos muito bem o que passamos para chegarmos até aqui. Vamos preparar a nossa comemoração, que apesar de não termos dinheiro em caixa acontecerá. Bom, no nosso estado não temos muito o que falar. Em todas as reuniões regionais e nacionais que participamos deixamos bem claro como funcionam as coisas por aqui. Por enquanto, é impossível revertermos essa situação, mas nada que nos afaste do nosso público. Os poucos grupos que aqui existem estão mais ligados em Ponto de Cultura, cargos de gestores públicos e por aí vai. A produção não é a das melhores. Infelizmente, os que poderiam somar conosco acreditaram nas mentiras de alguns. Ganham também por essa crença e o arrependimento vai demorar para aparecer, mas pode deixar que aparecerá. Na articulação regional, já tivemos melhores tempos. Os que nós achávamos que eram parceiros, foram para um lado muito esquisito. Não que o nosso lado seja o melhor, longe disso, e até acredito no equívoco das nossas avaliações, mas o fato é que por enquanto não dá para confiar. Falando em nacional, veja bem, não somos ligados a ninguém, e na boa, ninguém tá interessado em um estado que nem mesmo um Festival de Teatro oferece. Vimos a avaliação equivocada da FUNARTE, na contagem dos grupos de teatro daqui, outros tempos, lemos em uma revista de um grupo de teatro de Minas Gerais e eles se quer citaram o nosso estado como produtor de teatro. Na contra-mão disso, uns mantém o discurso de descentralização, e por outro lado, temos articuladores fortes aqui na região, que por fora defendem a não regionalização dos editais. Mas estão lá, falando no coletivo. É isso. Vamos dar um tempo, rever nossas metas, e até nossos pontos de vista diante de tudo isso. Vamos ver no que tudo isso vai dar. Por enquanto, nos concentramos cada vez mais no nosso umbigo, já que fora dele não temos muitas referências mesmo. Continuamos produzindo. Continuamos no jogo. Mas bem mais de leve....
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